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Unidade de Litoral Concelhos
Unidade de Litoral:  39 Ponta do Castelo-Olhos de Água
Última Data de Observação:  14/01/2003
Tipo de Sedimentos Emersos:  Areia média a fina
Tipo de Sedimentos Submersos:   -
Balanço Sedimentar:  Negativo
» Evolução   » Transporte Sedimentar   » Geomorfologia    
Nesta ULitoral, observa-se erosão e recuo da linha de costa em todo o litoral rochoso. Existem várias situações de risco eminente, face à intensa ocupação sobre arribas, em alguns sectores. Observam-se situações de risco esporádicas entre a Ponta do Castelo e a Ponta da Baleeira e praticamente constantes entre a Ponta da Baleeira e Olhos de Água. Refere-se com especial ênfase o caso de Albufeira (edificações em arriba e edificações sobre a praia arenosa), dado o elevado grau de ocupação existente. 
Este troço tem fornecimento sedimentar muito reduzido, estando esse fornecimento restrito à contribuição das pequenas linhas de água afluentes ao litoral. As praias são essencialmente formadas por areias médias a finas, na sua parte emersa. O seu funcionamento é em sistemas fechados ou semi-fechados, com predomínio das variações transversais. A resultante anual da deriva litoral potencial é moderada a baixa, dirigida para este. A deriva efectiva é reduzida a nula. O balanço sedimentar é negativo, ainda que algumas zonas arenosas, encastradas, possam ser consideradas como estando em equilíbrio dinâmico (ex. Albufeira). A resposta do perfil de praia é sobretudo condicionada pela actuação de eventos extremos, mas também por um regime de variação sazonal. As praias possuem morfodinâmica geral intermédia. 
Costa muito recortada, predominantemente constituída por zonas rochosas, com arriba activa, por vezes com plataforma de abrasão e escolhos ou ilhéus. A zona rochosa está normalmente desprovida de praia arenosa, existindo contudo alguns locais de costa arenosa com praias encastradas. O litoral arenoso apenas possui praias mais extensas na parte central do troço (ex. Albufeira). As restantes ocupam pequenas reentrâncias (ex. S. Rafael), sendo quase sempre relativamente estreitas, podendo mesmo ser inexistentes após a acção de tempestades ou em maré alta. As arribas deste troço do litoral estão talhadas em formações com graus de consolidação médio a baixo, possuindo, frequentemente, blocos na base, denotando erosão. As arribas são frequentemente verticais e com sapas, denotando acção marinha intensa. Atingem alturas máximas de cerca de 20m a 30m. Possuem, igualmente, carsificação importante. O carso apresenta-se frequentemente preenchido por siltes e argilas, pouco resistentes à erosão marinha e sub-aérea. A faixa costeira é exclusivamente formada por arribas. A praia submersa é constituída por afloramentos rochosos com bolsas de areia e cascalho ou, quando arenosa, sem formas definidas. 
Bibliografia:  
Alguns aspectos do clima de agitação marítima na costa sul do Algarve
Monografia de Meteorologia e Geofísica
1985

Aspectos geológicos do litoral algarvio
Geonovas, 10: 113-128.
1988

Erosão do litoral cenozóico do Algarve
Geolis, III(1/2):261-270.
1989

Evolução de arribas litorais no Miocénico algarvio e riscos geológicos associados
Actas 3ª Reunião do Quaternário Ibérico, p.531-541.
1993

Evolução de arribas litorais: importância de estudos quantitativos na previsão de riscos e ordenamento da faixa costeira
Colectânea de Ideias sobre a Zona Costeira de Portugal, 67-86p.
1997

Evolução geomorfológica das arribas do Algarve
Comunicações do 3ª Congresso sobre o Algarve , vol.2, p.705-711.
1984

Processos, mecanismos e taxas de evolução das arribas do Algarve
Comunicações do Seminário sobre a Zona Costeira do Algarve, pp.19-30
1997

Quelques problemes de morphologie littoral par les côtes de l'Algarve (Portugal du Sud)
Bull.Assoc.Géogr.Français, 352/353:22-36.
1967

Taxas de recuo das arribas do litoral sul do Algarve e sua importância na avaliação de riscos geológicos
Comunicações do seminário "A Zona Costeira e os Problemas Ambientais", p.100-108.
1991

 
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