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Unidade de Litoral:  24 Outão-Praia da Raposa (Pinheiro da Cruz)
Última Data de Observação:  14/01/2003
Tipo de Sedimentos Emersos:  Areia grosseira a fina
Tipo de Sedimentos Submersos:   -
Balanço Sedimentar:  Positivo no extremo N e negativo a S
» Evolução   » Transporte Sedimentar   » Geomorfologia    
Nesta ULitoral, observa-se erosão e recuo da linha de costa em toda a parte central e sul do troço. Existem relativamente poucas situações de risco, face à reduzida ocupação da maior parte do troço. São apenas de assinalar ocupações sobre o cordão dunar no Carvalhal. 
No que diz respeito ao transporte, balanço sedimentar e dinâmica litoral em geral, o troço costeiro pode ser dividido em dois sectores distintos (norte e sul), com uma zona intermédia de transição. No sector norte, junto a Tróia, as praias são formadas por areias finas a médias, na sua parte emersa. A resultante anual da deriva litoral potencial é moderada e dirigida para norte, por efeito de abrigo à agitação de noroeste conferida pelo Cabo Espichel e pela refracção existente sobre o banco do Cambalhão. A fonte sedimentar natural é o fornecimento fluvial. O balanço sedimentar global neste sector é positivo, o que se traduz em acumulação costeira e avanço da linha de costa. O perfil de praia possui aqui variação sazonal dominante e morfodinâmica geral intermédia a dissipativa. No sector sul, as praias são formadas por areias médias a grosseiras, na sua parte emersa. A resultante anual da deriva litoral potencial é elevada e dirigida para sul. A fonte sedimentar natural é a deriva litoral. O balanço sedimentar global neste sector é negativo, o que se traduz em erosão costeira e recuo da linha de costa. O perfil de praia transita de variação sazonal para resposta rápida dominante e possui morfodinâmica geral intermédia a reflectiva. 
Costa arenosa aberta e exposta, com praias arenosas extensas, com formas geralmente bem definidas, sem interrupções. A largura das praias é relativamente elevada ao longo de todo o sector e sobretudo na parte norte, na dependência do Banco do Cambalhão. A faixa costeira é formada por corpos dunares na parte norte do sector, transitando para arribas talhadas em rochas brandas no seu limite sul. O cordão dunar encontra-se frequentemente bem preservado, com excepção de algumas áreas onde a ocupação é mais intensa (ex. Tróia). Uma das morfologias mais importantes deste troço costeiro é o Banco do Cambalhão, acumulação arenosa sobretudo submersa, associada à parte terminal do estuário do Sado, que condiciona a refracção das ondas e o transporte sedimentar. A praia submersa apresenta pendor médio muito pequeno na parte norte do troço, aumentando para sul, possuindo um a dois sistemas barra-fossa. 
Bibliografia:  
A evolução do litoral a partir da rede hidrográfica. O exemplo da Ribeira da Comporta
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Evolução de arribas litorais: importância de estudos quantitativos na previsão de riscos e ordenamento da faixa costeira
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1997

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