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ULitoral onde se observa erosão e recuo da linha de costa em todo o litoral , quer seja arenoso ou rochoso, existindo risco associado apenas pontualmente, em locais com alguma ocupação junto à costa ( Baleal, zona este).
Este troço tem fornecimento sedimentar muito reduzido, por quase inexistência de fornecimento por deriva litoral e pela não ocorrência de rios importantes. O fornecimento sedimentar está restrito à contribuição das pequenas ribeiras afluentes ao litoral deste troço. As praias são essencialmente formadas por areias médias a grosseiras, na sua parte emersa. Como o fornecimento sedimentar é relativamente reduzido, o balanço sedimentar é de forma geral negativo. A resultante anual da deriva litoral é dirigida para sudoeste, mas com valor moderado, dada a orientação geral da linha de costa. A deriva encontra-se apenas parcialmente saturada, sendo interrompida no limite sul pela acção do tômbolo do Baleal. As praias apresentam transporte longilitoral importante, com variação sazonal no perfil dominante e morfodinâmica geral intermédia a dissipativa.
Costa com elevada diversidade morfológica, predominantemente constituída por zonas arenosas abertas, mas também possuindo locais de costa rochosa com arribas activas e plataforma de abrasão. O litoral arenoso aberto ocorre nos sectores norte e central do troço, sendo a faixa arenosa relativamente estreita, com excepção das áreas próximas de embocaduras de ribeiras. As praias arenosas apresentam geralmente formas bem definidas. O litoral rochoso localiza-se sobretudo na parte sul do troço. A faixa costeira é formada, alternadamente, por dunas e por rocha, existindo domínio dunar na parte próxima da foz de ribeiras. As arribas deste troço do litoral estão talhadas em formações com graus de consolidação médio a elevado. Os dois elementos morfológicos mais importantes deste troço são a Lagoa de Óbidos e o tômbolo do Baleal. O litoral arenoso associado à Lagoa de Óbidos possui morfologia adulterada pelos processos destrutivos/construtivos, associados às frequentes aberturas da lagoa, sendo ainda fortemente influenciado pelos processos de meandrização do canal de comunicação e pelos sucessivos galgamentos oceânicos. A zona arenosa do tômbolo do Baleal formou-se por acção combinada de processos de refracção e difracção da ondulação em torno da ilhota do Baleal, existindo hoje comunicação permanente. A praia submersa apresenta sistema barra-fossa onde existe faixa arenosa larga e ausência de formas dominantes ou até afloramentos rochoso onde a faixa arenosa é mais estreita ou inexistente (a sul, sobretudo).
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A Faixa Litoral entre a Nazaré e Peniche: Unidades Geomorfológicas e Dinâmica Actual dos Sistemas Litorais Tese de Doutoramento, 575p.1996 
Dinâmica e protecção da faixa litoral entre Nazaré e Peniche Colectânea de Ideias sobre a Zona Costeira de Portugal, 553-568p.1995 
Erosão do tômbolo do baleal Informação nº 4/83 - DSF (DOME - 1).1983 
Evolução da lagoa de Óbidos nos tempos históricos Geolis, III(1/2):105-117.1989 
Evolução de arribas litorais: importância de estudos quantitativos na previsão de riscos e ordenamento da faixa costeira Colectânea de Ideias sobre a Zona Costeira de Portugal, 67-86p.1997 
Morphological evolution of the Óbidos lagoon Journal of Coastal Research, 8:677-687.1992 
Morphology of sea cliff systems in portuguese Estremadura (Nazaré-Peniche area) Litoral`98 Proceedings, p. 593 - 5961998 
Recent evolution of Óbidos and Albufeira coastal lagoons Proc.Int.Coastal Congr., p.167-186.1992 
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