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ULitoral com predomínio de áreas de arribas em erosão, com extensão dos movimentos raramente determinada, e existência de locais pontualmente em acreção. Não existe risco acentuado no troço, com excepção de alguns casos pontuais associados a pequenas ocupações junto do topo da arriba (ex. Polvoeira e Pedra Lisa).
As areias no sector estudado provêm essencialmente da deriva litoral e do afluxo associado a pequenos cursos de água, sendo as praias essencialmente formadas por areias médias a grosseiras. A deriva é interrompida sequencialmente pelos promontórios naturais existentes. O fornecimento sedimentar é relativamente reduzido e o balanço sedimentar é de forma geral negativo. A resultante anual da deriva litoral potencial é elevada, dirigida para sul, estando a deriva apenas parcialmente saturada. Desta forma, é natural a inexistência de sedimento em quantidade apreciável em grande parte do troço costeiro, com excepção das zonas a norte dos promontórios, onde ocorre retenção sedimentar. As praias abertas apresentam transporte longilitoral importante, existindo igualmente variações transversais significativas nas praias semi-encastradas, associadas a um funcionamento semi-fechado. Ambas possuem variação sazonal no perfil dominante e morfodinâmica geral intermédia.
Costa de transição entre diferentes tipos morfológicos, existindo sectores arenosos abertos, praias encastradas a semi-encastradas e locais de costa rochosa com arribas activas. Estas são frequentes, possuindo na base blocos caídos. As praias arenosas encontram-se na dependência directa de ribeiras e/ou associadas à acumulação sedimentar contra promontórios naturais, apresentando geralmente formas bem definidas. A faixa costeira é geralmente formada por arriba talhada em rocha, existindo no entanto alguns sectores onde é constituída por corpos dunares. A praia submersa apresenta normalmente ausência de barras e, frequentemente, afloramentos rochosos com bolsas de areia e cascalho.
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A problemática protecção/desenvolvimento do litoral entre Espinho e Nazaré II Congresso de Áreas Protegidas, nº2, 10p.1989 
Considerações sobre a evolução actual do litoral entre a Figueira da Foz e Nazaré Colectânea de Ideias sobre a Zona Costeira de Portugal, p. 489 - 5021995 
Evolução da morfologia dunar entre o Rio Mondego e S. Pedro de Moel Colectânea de Ideias sobre a Zona Costeira de Portugal, 503-524p.1995 
Geochronology and recent geomorphological evolution of the Northwest coastal zone of Portugal Partnership in Coastal Zone Management, p. 297-3081996 
Morfologia e cronologia dos sistemas dunares da zona costeira noroeste de Portugal Museu e Lab. Min. Geol., Univ. Porto, Memórias , 4:417-420.1995 
Proteger ou não proteger ou sobre a viabilidade de diferentes opções face à erosão da costa oeste portuguesa Colectânea de Ideias sobre a Zona Costeira de Portugal, 205-228p.1997 
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