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Unidade de Litoral:  05 Espinho (N)-Furadouro
Última Data de Observação:  10/04/2002
Tipo de Sedimentos Emersos:  Areia grosseira a média
Tipo de Sedimentos Submersos:   Areia média a fina
Balanço Sedimentar:  Negativo a equilibrio
» Evolução   » Transporte Sedimentar   » Geomorfologia    
ULitoral com acentuado recuo da linha de costa histórico e actual, estando hoje grandemente condicionado pelas estruturas de defesa existentes na parte norte do troço. Existe risco costeiro acentuado em praticamente todas as áreas ocupadas do troço, mesmo nas que se encontram temporariamente protegidas por defesas costeiras pesadas, salientando-se as zonas de Espinho, Paramos, Esmoriz e Cortegaça. 
As praias deste sector são essencialmente formadas por areias médias a grosseiras na sua parte emersa e por areias médias a finas na parte submersa. A fonte sedimentar natural deste sector era a deriva litoral, actualmente interrompida ou extremamente reduzida pelas estruturas de engenharia costeira. A resultante anual da deriva litoral potencial é muito elevada, dirigida para sul, como resultado da elevada energia das ondas que actuam sobre esta zona costeira. O escasso fornecimento sedimentar natural actual faz com que o balanço sedimentar seja em geral negativo, existindo uma forte erosão costeira, com recuo significativo da linha de costa para saturar a deriva litoral, o que acaba praticamente por acontecer na parte sul do troço considerado. O transporte longilitoral é muito elevado, sendo interrompido por estruturas de engenharia costeira onde ocorre retenção do sedimento ou deflecção do transporte. O perfil de praia possui variação sazonal dominante e morfodinâmica geral intermédia a dissipativa. 
Costa arenosa aberta e exposta, com praias arenosas extensas, naturalmente sem interrupções, mas actualmente divididas por estruturas de engenharia costeira, formando em alguns casos praias artificialmente encastradas. A parte norte do troço encontra-se completamente artificializada por esporões e paredões, sendo responsáveis por retenção da deriva litoral proveniente de norte, condicionando o transporte sedimentar e levando a uma alteração no comportamento morfodinâmico das praias nessa parte do sector. A largura das praias é relativamente pequena na parte norte do troço, associada à falta de sedimento existente, aumentando ligeiramente para sul por efeito de acumulação contra os esporões do Furadouro. A faixa costeira é formada por extensos corpos dunares quaternários. A transição da praia para a faixa costeira efectua-se por arriba talhada na duna, com comando importante na zona imediatamente a sul dos esporões de Cortegaça – Maceda. A zona submersa apresenta pendor médio relativamente pequeno e um ou mais sistemas barra-fossa, ainda que na actual situação de falta sedimentar esses sistemas se encontrem fragilizados ou possuam reduzidas dimensões. 
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