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Unidade de Litoral Concelhos
Unidade de Litoral:  34 Ponta de Sagres-Ponta Piedade
Última Data de Observação:  14/01/2003
Tipo de Sedimentos Emersos:  Calhaus a areia fina
Tipo de Sedimentos Submersos:   -
Balanço Sedimentar:  Equilibrio a negativo
» Evolução   » Transporte Sedimentar   » Geomorfologia    
Nesta ULitoral, observa-se erosão e recuo da linha de costa em todo o litoral rochoso, mas também em algumas das praias encastradas, existindo várias situações de risco eminente, face à intensa ocupação sobre arribas, em alguns sectores. Encontram-se em risco, nomeadamente, ocupações esporádicas localizadas no topo ou na base de arribas (ex. Praia da Mareta, Praia da Baleeira, Praia do Martinhal - este, Praia de Porto de Mós e Praia do Canavial) e alguns aglomerados habitacionais: Salema, Burgau e Ponta da Calheta-Luz. 
Este troço tem fornecimento sedimentar muito reduzido, estando esse fornecimento restrito à contribuição das pequenas ribeiras e linhas de água afluentes ao litoral. As praias são essencialmente formadas por areias médias a finas, na sua parte emersa, podendo também existir praias formadas por calhaus ou por uma combinação entre calhaus e areias. O seu funcionamento é em sistemas fechados ou semi-fechados, com predomínio das variações transversais. A resultante anual da deriva litoral potencial é moderada a baixa, dirigida para ENE. A deriva efectiva é reduzida a nula. Como o fornecimento sedimentar é reduzido, o balanço sedimentar é ligeiramente negativo, ainda que as zonas arenosas com fornecimento sedimentar possam ser consideradas como estando em equilíbrio dinâmico. O perfil de praia possui resposta sazonal dominante e morfodinâmica geral intermédia. 
Costa com elevada diversidade morfológica e muito recortada, predominantemente constituída por zonas rochosas, com arriba activa e desprovida de praia arenosa, mas também possuindo locais de costa arenosa com praias encastradas a semi-encastradas. O litoral arenoso ocorre de forma dispersa por todo o troço, estando frequentemente associado à foz de ribeiras e linhas de água (ex. praias do Martinhal, Ingrina, Zavial). A faixa arenosa é quase sempre relativamente estreita, podendo mesmo ser inexistente após a acção de tempestades ou em maré alta. O litoral de arribas possui alternância entre arribas altas e baixas, ao longo do troço. As arribas deste troço do litoral estão talhadas em formações com graus de consolidação médio, possuindo, frequentemente, blocos na base, denotando erosão, mas conferindo protecção à acção marinha directa. A faixa costeira é formada por arribas/rocha, ainda que em alguns casos específicos possam existir corpos dunares (ex. Praia do Martinhal). A praia submersa é constituída por afloramentos rochosos com bolsas de areia e cascalho ou, quando arenosa, sem formas definidas. 
Bibliografia:  
A Plataforma Litoral do Alentejo e Algarve Ocidental. Estudo de Geomorfologia
Tese de Doutoramento, 450 pp.
1990

Agitação Marítima na Costa Portuguesa, Dados de Base, Observações Efectuadas na Costa Algarvia

Lisboa 1988

Alguns aspectos do clima de agitação marítima na costa sul do Algarve
Monografia de Meteorologia e Geofísica
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Aspectos geológicos do litoral algarvio
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1988

Evolução de arribas litorais no Miocénico algarvio e riscos geológicos associados
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Evolução de arribas litorais: importância de estudos quantitativos na previsão de riscos e ordenamento da faixa costeira
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1997

Quelques problemes de morphologie littoral par les côtes de l'Algarve (Portugal du Sud)
Bull.Assoc.Géogr.Français, 352/353:22-36.
1967

Sistemas fluvio-lagunares a sul do Tejo: evolução a escalas temporais diferentes

1997

Taxas de recuo das arribas do litoral sul do Algarve e sua importância na avaliação de riscos geológicos
Comunicações do seminário "A Zona Costeira e os Problemas Ambientais", p.100-108.
1991

 
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