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Unidade de Litoral:  31 Ponta Atalaia-Pontal
Última Data de Observação:  14/01/2003
Tipo de Sedimentos Emersos:  Calhaus a areia fina
Tipo de Sedimentos Submersos:   -
Balanço Sedimentar:  Negativo
» Evolução   » Transporte Sedimentar   » Geomorfologia    
Nesta ULitoral, observa-se erosão e recuo da linha de costa no litoral rochoso, sendo poucas as áreas de risco, limitando-se a ocupações esporádicas no topo da arriba e ao aglomerado habitacional da Praia da Arrifana. 
Este troço tem fornecimento sedimentar muito reduzido, restrito à contribuição dos cursos de água afluentes ao litoral. As praias são essencialmente formadas por areias médias a finas, na sua parte emersa, podendo também existir praias formadas por calhaus ou até praias mistas de areia e calhaus. A resultante anual da deriva litoral potencial é elevada e dirigida para sul. Como o fornecimento sedimentar é relativamente reduzido, o balanço sedimentar é de forma geral negativo. A deriva efectiva é reduzida. Existe erosão das arribas, por processos sobretudo marinhos, resultantes da actuação directa da onda, proporcionando a ocorrência de deslizamentos, desmoronamentos ou queda de blocos. As praias funcionam sobretudo em sistema fechado, com trocas transversais importantes, ainda que haja algum transporte longilitoral até à Praia da Bordeira, com acumulação sedimentar nesse local. O perfil de praia possui resposta sazonal dominante e morfodinâmica geral dissipativa a intermédia. 
Costa onde alternam o domínio de zonas rochosas e de litoral arenoso. O troço forma um arco de grandes dimensões, limitado por promontórios rochosos (Ponta da Atalaia, a norte, e Pontal, a sul). Existe frequentemente arriba activa, por vezes desprovida de praia arenosa, o que acontece sobretudo na zona dos promontórios. As arribas estão frequentemente acompanhadas por escolhos e, por vezes, por plataformas de abrasão. A costa arenosa é do tipo encastrada a semi-encastrada, existindo praias estreitas que transitam para arriba activa e praias encastradas associadas à foz de ribeiras (ex. Bordeira/Carrapateira) ou a pequenas linhas de água de regime torrencial, que terminam na arriba ou desenvolvem pequenos vales fluviais (ex. Arrifana). As praias encastradas existentes possuem geralmente dimensões reduzidas, com excepção da Praia da Bordeira, que por estar na dependência de uma ribeira e aproveitando o efeito de retenção associado ao promontório que lhe define o limite sul, desenvolve vasto areal e corpo dunar extenso e activo. A faixa costeira é formada por arribas, talhadas em formações com graus de consolidação médio a elevado. Apenas existe transição para dunas na Praia da Bordeira. A praia submersa é constituída por afloramentos rochosos com bolsas de areia e cascalho, existindo sistemas de ridge and runnel nas praias encastradas. 
Bibliografia:  
A Plataforma Litoral do Alentejo e Algarve Ocidental. Estudo de Geomorfologia
Tese de Doutoramento, 450 pp.
1990

Descrição da costa marítima comprehendida entre o cabo de S. Vicente e a foz do rio Douro
Rev. Obras Publicas e Minas, III (35/36):373-399.
1872

Evolução de arribas litorais: importância de estudos quantitativos na previsão de riscos e ordenamento da faixa costeira
Colectânea de Ideias sobre a Zona Costeira de Portugal, 67-86p.
1997

O litoral ao Norte do Cabo de S. Vicente
Notas Geomorfológicas, III-V:35-56.
1949

Processos, mecanismos e taxas de evolução das arribas do Algarve
Comunicações do Seminário sobre a Zona Costeira do Algarve, pp.19-30
1997

 
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